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FORÇAS ARMADAS PORTUGUESAS PARTICIPAM NO MAIOR EXERCÍCIO DE INTEROPERABILIDADE DA NATO - CWIX


3-07-2017

 Dirigido e gerido pelo Comando Aliado para a Transformação da OTAN (ACT) e organizado pelo Centro de Treino da Força Conjunta da Aliança na Polônia (JFTC), entre 12 e 29 de junho, o exercício de interoperabilidade CWIX - Coalition Warrior Interoperability eXploration, eXperimentation, eXamination, eXercise,  contou com a presença de mais de 1.000 participantes de 26 nações e 88 comandos, reunidos para desafiar pressupostos e testar as capacidades da OTAN para criar uma Aliança interoperável que seja mais forte do que a soma das suas partes.


Através de um ambiente colaborativo, o exercício CWIX permite que os participantes testem técnicas avançadas através de novas tecnologias e procedimentos, permitindo manter uma vantagem crítica sobre potenciais adversários, inclusive no domínio do ciberespaço. Esses testes ajudam a OTAN a cumprir as suas missões e, em última instância, proteger os seus membros de acordo com as convenções assumidas.


Interoperabilidade é a capacidade de um sistema para interagir e comunicar com outro, aumentando a confiança de que diferentes sistemas funcionarão adequadamente e de forma federada, quando necessário. Além de uma maior eficiência, o desenvolvimento da interoperabilidade proporciona benefícios significativos para os países da OTAN, já que os seus membros partilham informação e recursos num modelo de "pool-and-share". Criar confiança mutua é essencial para o desenvolvimento de ambientes federados, e para isso muitas vezes é necessário repetir os processos até se atingir o estado desejado, tal como é declarado no próprio espirito do CWIX  "Experimentar. Falhar. Corrigir. Tentar novamente.", e desta forma acelerar a operacionalização das diversas capacidades.


No caso da Ciberdefesa e em consonância com o reconhecimento do ciberespaço como um domínio de operações pela OTAN na cimeira de Varsóvia, os engenheiros e arquitetos do CWIX desenharam sistemas e capacidades que são potencialmente interoperáveis. O CWIX permite compreender e preparar as nações para reagir a questões relacionadas com o ciberespaço, como uma Aliança federada, visando alavancar a capacidade total dos aliados e parceiros através de uma abordagem persistente, federada e em rede, robusta e resiliente, que fortalece a postura de dissuasão e defesa da OTAN.


Portugal marcou presença no exercício CWIX 2017 através de uma equipa conjunta e multidisciplinar, integrando 21 elementos do Centro de Ciberdefesa, do Centro de Comunicações e Cifra do EMGFA, do Exército, da Marinha, da Força Aérea e da Secretaria Geral do MDN. A presença nacional permitiu efetuar 384 testes com outros parceiros, principalmente a capacidade de federação em ambientes centrados em rede incluindo os respetivos centros de ciberdefesa e segurança operacional. As áreas principais de atuação foram a Cyber Focus Area, a Federeted Mission Network (FMN) Focus Area e a Friendly Force Tracking (FFT) Focus Area.


A equipa conjunta nacional teve como objectivo principal a validação da capacidade nacional para operar em redes de missão federadas (FMN 1.1) de acordo com as especificações definidas pela OTAN para as forças empenhadas em missões conjuntas, como é o caso da NRF (NATO Response Force), de que Portugal faz parte. Os bons resultados obtidos permitem a Portugal começar a testar as especificações definidas na FMN Spiral 2.0, para posterior validação.


Pela primeira vez no CWIX foram efetuadas experimentações e testes de interoperabilidade entre dois centros de segurança em redes classificadas e federadas, nomeadamente de Portugal e da Alemanha, em que o Centro de Ciberdefesa desempenhou um papel crucial no desenrolamento dos testes efetuados, e que foi alvo de referência por S. Exa. GEN Denis Mercier, Supreme Allied Commander Transformation:


"By federating national security centres on a classified NATO network, employing the Cyber Range for preliminary testing - and it is the first time it has ever been done - the exchange of information can be made possible to improve our common defence as well as integrate cyber effects provided voluntarily by Nations."                                          (http://www.act.nato.int/cwix-2017-nato-tests-cyber-innovation-and-adaptation)


Respeitante ao FFT, Portugal conseguiu resultados excelentes, atingindo um nível de interoperabilidade elevado com praticamente todas as nações envolvidas nessa Focus Area, com destaque para a capacidade de interligar o sistema nacional com o sistema NCOP (NATO Common Operational Picture), permitindo uma visualização em quase tempo real da posição das forças no teatro de operações, quer sejam terrestres, marítimas ou aéreas.

 

 

 

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