UNIFIL - EXERCÍCIO ANGEL RESCUE
3-03-2010
Decorreu no passado dia 17 de Fevereiro de 2009, o Exercício Angel Rescue da UNIFIL, cujo objectivo principal foi testar a cadeia de evacuação sanitária, com a actuação de todos os intervenientes implicados na resolução de um incidente sanitário.
Foi simulado um acidente de viação envolvendo um autocarro do contingente Dinamarquês e uma viatura de um civil Libanês.
Nesse contexto, foi de imediato comunicado do local, o incidente ao Centro de Operações Táctico (COT) Dinamarquês, que após avaliação imediata do seu Of Médico, o reportou para o Joint Operation Center (JOC), que por sua vez, após aconselhamento do Force Medical Officer e Medical Planner Officer, activaram os meios necessários. Neste caso foram duas Equipas Médicas Avançadas (EMA) do apoio sanitário de nível 1 do contingente mais próximo na AO, que foi o nosso.
Assim, de imediato foram mobilizadas as duas equipas, constituídas por um enfermeiro e dois socorristas cada, para o local, e o Of Médico foi de imediato para o COT da UnEng7, para fazer a gestão a nível operacional das equipas no terreno.
As equipas chegaram ao local e realizaram a triagem no cenário multi-vítimas encontrado através do protocolo START, que já vinha sendo treinado pelo módulo sanitário na Unidade.
Após triagem das vítimas, foi realizada a avaliação primária e estabilização das vítimas VERMELHO (1 militar e 1 civil), segundo os protocolos de actuação de emergência e trauma internacionalmente aceites.
De seguida foi comunicado ao Of médico que, analisando a situação, aconselhou o COT do nível de apoio sanitário e meios necessários para a evacuação dessas vítimas, tendo o COT informado o JOC.
O JOC activou os meios necessários para a evacuação para os níveis de apoio sanitário decididos e comunicou ao COT Português que prontamente deu ordem às equipas no terreno para proceder à evacuação das vítimas.
Chegada a Cruz Vermelha Libanesa ao local, foi dada ordem para fazer a transferência de responsabilidade da vítima civil para os elementos desta entidade, que se encarregou da situação a partir daí.
Assim, foi realizada por uma das equipas médicas avançadas Portuguesas a evacuação da vítima militar VERMELHO para o Heliporto da posição da UNIFIL 2-3, para se proceder ao CASEVAC aéreo para o Hospital de Naqoura (Nível2).
Neste local foi realizada a avaliação secundária, informação esta passada à “Aero Medical Evacuation Team” (AMET), aquando da transferência de responsabilidade para o transporte aéreo da vítima.
Entretanto, a segunda equipa médica avançada no local recebeu ordem para fazer a avaliação primária e estabilização das vítimas AMARELO (2 militares) e VERDE (1 militar) e, após decisão seguindo a cadeia de evacuação explicada acima, procedeu ao CASEVAC terrestre destas vítimas para o Hospital de Naqoura (Nível 2). 
Desta forma foi realizada a gestão de todas as vítimas, envolvidas na simulação do acidente rodoviário, de forma criteriosa e de acordo com as prioridades das suas situações clínicas, resultando na sua correcta evacuação para o nível de apoio sanitário necessário, num tempo de actuação, que não sendo o ideal, foi o possível dada a falta de rotina de todas as entidades envolvidas nesta cadeia de evacuação.
Assim, parece ter sido conclusão unânime, a necessidade de realização de mais exercícios de simulação de incidentes a todos os níveis, de forma a tornar mais rotineira a actuação de todas as entidades envolvidas na cadeia de evacuação e mais célere e clara a transmissão de informação entre as mesmas, procurando atingir, sem prejuízo das questões de segurança inerentes a um TO, um nível de eficácia e proficiência perto dos golden-standards dos tempos de actuação em situações de emergência recomendados.
Como disse o escritor Arnord H. Glasow: “Um dos grandes testes de liderança é a capacidade de reconhecer um problema antes de se tornar uma emergência”.
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