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Militares do Exército da Força de Reação Rápida na operação da NATO “Resolute Support Mission”
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Comandante militar da missão das Nações Unidas na República Centro-africana reconhece militares portugueses


5-02-2019

Numa carta de elogio dirigida aos militares da 4ª Força Nacional Destacada na República Centro-Africana, maioritariamente composto por paraquedistas, o General senegalês Balla Keita, comandante militar da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), reconheceu publicamente a “postura forte” do contingente português contra a presença dos grupos armados na cidade de Bambari, situada a 400 km da capital Bangui. A Força de combate portuguesa esteve envolvida, entre os dias 10 e 19 de janeiro, em violentos combates contra o grupo armado "Unidade para a Paz centro-africana (UPC)”, na cidade de Bambari e no quartel-general do grupo armado na vila de Bokolobo. 

O comandante militar da MINUSCA destacou o papel crucial das tropas especiais paraquedistas durante as operações para libertar a população da opressão dos grupos armados, cuja presença constitui uma ameaça à segurança e à liberdade de civis inocentes. O general Balla Keita descreve ainda que o atual ambiente securitário na República Centro-Africana exige que os contingentes militares presentes no país tenham de atuar em ambiente hostil, lidando contra os vários grupos armados que ameaçam a estabilidade e a paz no país. 

O General senegalês realça em especial os esforços e os combates difíceis que os militares portugueses travaram, para expulsar para fora da cidade os elementos afetos ao grupo armado UPC, bem como na pressão que exerceram infligindo baixas nos seus combatentes e nas suas capacidades materiais, apesar das limitações do apoio aéreo de aeronaves militares ao serviço da MINUSCA e do ambiente difícil em que as operações decorreram. 

Balla Keita evidenciou também o profissionalismo da Força de Reação Rápida portuguesa que conseguiu simultaneamente evitar danos colaterais na população civil, muitas vezes usados como escudos humanos pelo grupo opositor, e cujas ações militares têm sido decisivas para o fortalecimento do processo político em curso para a estabilização do país. 

O general senegalês urge ainda todos os contingentes militares de capacetes azuis presentes na região a assegurarem a sustentação do mandato das Nações Unidas na República Centro-Africana, cuja resolução do Conselho de Segurança prevê, entre outras medidas, “que sejam tomadas ações que antecipem, dissuadam e respondam, de forma efetiva, ameaças sérias e credíveis à população civil”.  

Depois de 30 dias de projeção em Bambari, a força de paraquedistas regressou no Sábado à base operacional de Bangui, para realizar o período de regeneração de pessoal e equipamentos, habitual após um período de intensa atividade operacional.

À chegada a Bangui foram várias as manifestações de agrado da população local pelo regresso dos portugueses à capital e em reconhecimento dos resultados das suas ações militares.

A atual Força Nacional Destacada na República Centro-africana, com um efetivo total de 180 militares, é maioritariamente composta por tropas especiais paraquedistas do 2º Batalhão de Infantaria Paraquedista de Aveiro, que integra três controladores aéreos avançados da Força Aérea e militares de outras unidades do Exército.

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