As forças nacionais em missão na Roménia receberam a visita do 2.º Comandante Operacional das Forças Armadas (2.º COMOP), Tenente-General Luís Serôdio, entre os dias 8 e10 de setembro.
No primeiro dia de visita, o 2.º COMOP conheceu as diferentes Células do Estado-Maior, os alojamentos da Companhia de Atiradores e uma exposição de viaturas, equipamentos e armamento de Portugal, da Macedónia do Norte e do 22.º Batalhão de Infantaria romeno.
Dirigindo-se aos militares da 9.ª Força Nacional Destacada — composta por mais de 190 militares do Exército português — o Tenente-General Luís Serôdio destacou a importância do treino operacional e técnico com as diversas viaturas e equipamentos na área de atuação, sublinhando que esta capacidade militar consubstancia um pilar fundamental da estrutura e visão das Forças Armadas. Reforçou ainda a grande capacidade de resposta perante diferentes situações e condições do terreno que têm revelado.
No dia seguinte, a visita seguiu para o local onde estão destacados os militares de Operações Especiais da Marinha. Esta visita incluiu uma apresentação desenvolvida pelo Comandante da Força de Operações Especiais Marítimas Romena e pelo Comandante da força portuguesa, com a finalidade de dar a conhecer a organização e a estrutura, bem como as principais atividades e capacidades dos portugueses no país.
Posteriormente, teve lugar uma exposição estática das capacidades das Forças de Operações Especiais Romenas e da 2.ª Força Nacional Destacada, seguida de uma demonstração dinâmica, com um cenário de resgate de refém, na qual se evidenciaram a interoperabilidade e a prontidão das forças congéneres.
Já no dia 10 de setembro, acompanhado pelo Comandante da Célula de Planeamento de Operações Especiais, visitou os militares portugueses de Operações Especiais do Exército. A visita iniciou-se com uma cerimónia, no decurso da qual foi imposta a Medalha Cruz de São Jorge, medalha privativa do Estado-Maior-General das Forças Armadas, a militares romenos, em reconhecimento do apoio prestado às forças portuguesas.
Seguiu-se uma demonstração de capacidades, que permitiu observar a interoperabilidade e o grau de confiança entre as forças congéneres romenas, após a qual prosseguiu a visita às instalações da 4.ª Força Nacional Destacada — Special Operations Land Task Group.
O conjunto de visitas constituiu uma oportunidade relevante para uma perceção mais abrangente da importância estratégica da presença nacional na região, permitindo uma melhor compreensão do contexto geoestratégico e operacional em que se desenvolve a missão portuguesa. O contacto direto com as forças congéneres romenas contribuiu ainda para reforçar o conhecimento mútuo, a cooperação e a interoperabilidade, aspetos fundamentais para a resposta conjunta aos desafios de segurança na região.




