Entre os dias 6 e 9 de julho, militares da Força Aérea, destacados na Base Aérea de Ämari (BAA), na Estónia, partilharam conhecimento com militares e civis da Estónia e da Letónia em procedimentos de receção e saída de caças F-16M e ainda em Hot Pit Refueling, no âmbito da missão enhanced Air Policing 2026.
Estas ações inserem-se no conceito de Agile Combat Employment (ACE), atualmente uma das prioridades da NATO. O ACE visa aumentar as capacidades da Aliança, facilitando a gestão de meios e aumentando a resiliência e a capacidade de operar a partir de localizações geograficamente dispersas.
Durante estes dias, dois militares da Letónia e quatro trabalhadores civis da BAA treinaram a interoperabilidade através do serviço de Aircraft Cross-Servicing (ACS), inserido no ACE. Esta solução estratégica permite que os Crew Chiefs — responsáveis pelas inspeções diárias, assistência e manutenção das aeronaves — envolvidos nestas ações se familiarizem com os procedimentos para receber e dar saída a aeronaves de outras nações, no caso o F-16M.
O ACS garante uma rápida regeneração das aeronaves e contribui para a redução da pegada logística. O principal objetivo deste serviço é reforçar as capacidades de operação aérea e apoiar diretamente os comandantes operacionais.
No último dia desta troca de conhecimento realizou-se um procedimento de Hot Pit Refueling, que consiste no reabastecimento da aeronave sem desligar os motores, em contraste com o reabastecimento tradicional “a frio”, em que os motores são desligados e os sistemas são desativados. Este método permite reduzir significativamente o tempo de permanência em terra.
Este procedimento permite que as aeronaves regressem rapidamente às missões em ambientes disputados ou de ritmo acelerado, melhorando a capacidade operacional. A prática destes procedimentos entre aliados é de extrema relevância para reforçar a interoperabilidade entre os membros da NATO.
Portugal participa na missão enhanced Air Policing 2026 desde 1 de abril até 31 de julho com um destacamento constituído por quatro aeronaves F-16M e até 95 militares, contribuindo para o policiamento aéreo dos países do Báltico.