As Forças Armadas continuam a apoiar o combate aos incêndios rurais, com forças de vigilância no terreno de forma permanente e intensificando a presença de meios sempre que aumenta o risco de incêndio.
Atualmente, encontram-se empenhadas mais de 30 patrulhas de vigilância terrestre compostas por militares da Marinha e do Exército e distribuídas por várias regiões do país. Desde o início da época crítica de incêndios, as patrulhas dedicadas já percorreram mais de 260 mil quilómetros, garantindo a vigilância das florestas, mantendo uma postura dissuasora de infrações e aconselhando a população sobre como evitar comportamentos de risco.
A par das patrulhas, um pelotão da Marinha e três pelotões do Exército encontram-se na região de Valpaços, com a missão de rescaldo, vigilância e deteção ativa pós-incêndio.
No ar, os meios aéreos das Forças Armadas já realizaram cerca de 360 horas de voo garantindo vigilância, reconhecimento, coordenação aérea, combate às chamas e projeção de operacionais no terreno.
A vigilância por via aérea é garantida através do sobrevoo das áreas mais críticas por aeronaves da Força Aérea, complementadas por meios aéreos não tripulados da Marinha e da Força Aérea, identificando focos de incêndio ou detetando comportamentos de risco que são posteriormente reportados às entidades competentes.
Além daqueles meios, acrescem ainda quatro helicópteros da Força Aérea que integram o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR), nomeadamente dois helicópteros AW119 Koala empregues em missões de vigilância, reconhecimento e coordenação aérea, e dois helicópteros UH-60 Black Hawk, dedicados ao combate às chamas e à projeção de operacionais no terreno.
Os três Ramos das Forças Armadas — Marinha, Exército e Força Aérea — desenvolvem ações de vigilância, deteção, apoio às operações e combate, em estreita coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e as restantes entidades que integram o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais.
Enquadrados no Comando Integrado de Prevenção e Operações, as Forças Armadas têm ainda quatro destacamentos de engenharia do Exército a realizar limpeza e desobstrução de caminhos florestais nas áreas afetadas pelas intempéries que assolaram o país no início do ano.
O empenhamento militar evidencia o compromisso e a capacidade de resposta das Forças Armadas em apoiar as autoridades de proteção civil em todas as fases, desde a prevenção e vigilância até ao combate e às operações de rescaldo, reforçando a capacidade de resposta nacional em situações de maior exigência.