O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) participou, de 6 a 15 de outubro, no STEADFAST DUEL 26, o maior exercício anual de postos de comando assistido por computador da NATO, que reuniu cerca de 8000 militares e civis de 32 países aliados para testar planos de defesa, avaliar a prontidão e treinar a condução de operações militares conjuntas num cenário de conflito simulado.
Programado pelo Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE) e dirigido pelo NATO Joint Warfare Centre (JWC), em Stavanger, na Noruega, o exercício centrou-se na defesa coletiva da Aliança e na capacidade de os comandos e forças aliados planearem, decidirem e atuarem de forma coordenada perante um cenário de elevada complexidade operacional.
A participação portuguesa envolveu o Comando Conjunto para as Operações Militares, o Comando Operacional dos Açores e o Comando Operacional da Madeira, em colaboração com os três Ramos das Forças Armadas — Marinha, Exército e Força Aérea. Portugal esteve também representado no NATO Joint Warfare Centre, onde decorreu parte do trabalho de planeamento e condução do exercício.
Com particular incidência na região noroeste da Aliança, o STEADFAST DUEL 26 testou a capacidade de resposta dos comandos aliados nos cinco domínios operacionais – terrestre, marítimo, aéreo, espacial e do ciberespaço. A proteção perante diferentes ameaças, a cooperação civil-militar e a movimentação de forças e abastecimentos estiveram entre os desafios colocados às estruturas participantes.
Através de um cenário simulado, o exercício permitiu treinar os processos de comando e controlo, a coordenação multinacional e a integração das diferentes capacidades militares, elementos essenciais para assegurar uma resposta conjunta eficaz no âmbito da defesa coletiva da NATO.
Em paralelo, decorreu em Portugal o ATLAS 26.3, exercício nacional que deu continuidade ao ciclo de treino conjunto do EMGFA. Centrado na preparação das estruturas militares nacionais para responder a situações de crise, permitiu exercitar procedimentos de planeamento, decisão e coordenação entre comandos, perante desafios simulados à segurança do território e ao funcionamento de infraestruturas e serviços essenciais.
Embora distintos, os dois exercícios complementaram-se na preparação das Forças Armadas, enquanto o STEADFAST DUEL 26 se insere no quadro da defesa coletiva da NATO e da integração das forças aliadas, o ATLAS 26.3 foi dedicado ao treino da capacidade de resposta militar nacional.
A participação portuguesa nestes exercícios contribui para reforçar a prontidão, a interoperabilidade e a capacidade de comando e coordenação das Forças Armadas, tanto no cumprimento dos compromissos assumidos no âmbito da NATO como na resposta a situações de crise no plano nacional.