Num contexto internacional marcado pelo aumento das ameaças digitais e híbridas, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) participou, entre os dias 13 e 24 de abril, no exercício Locked Shields 2026 da NATO, considerado o maior e mais complexo exercício internacional de ciberdefesa, que reuniu cerca de 4500 participantes de aproximadamente 40 países.
Ao longo de vários dias, as equipas participantes treinaram a resposta coordenada a incidentes complexos no ciberespaço, num cenário que integrou ameaças técnicas, campanhas de desinformação, desafios jurídicos, comunicação estratégica e processos de decisão ao nível político e estratégico.
A edição de 2026, organizada pelo Centro de Excelência para a Ciberdefesa em Cooperação da NATO, reforçou a importância da cooperação internacional, da interoperabilidade entre aliados e parceiros, bem como da integração entre áreas técnicas e não técnicas, refletindo os desafios atuais da segurança global e contribuindo para o reforço da prontidão nacional perante ameaças cada vez mais sofisticadas.
A participação portuguesa foi assegurada através do Comando de Operações de Ciberdefesa, contando com militares da Marinha, Exército e Força Aérea, integrados numa equipa multinacional conjunta com os Países Baixos, Dinamarca, Brasil e Irlanda.
A nível nacional, o exercício decorreu em estreita articulação com diversas entidades públicas e privadas. Na vertente técnica, destacaram-se contributos da Siemens, Microsoft, Vodafone, Universidade do Algarve e Banco Santander, reforçando a cooperação entre a componente militar, académica e empresarial. No plano estratégico, contou ainda com o envolvimento de vários organismos públicos e privados, evidenciando a relevância crescente da coordenação interinstitucional neste domínio.